Que tal viajar por aí a procura da melhor trilha?!
Esses quatro caras fizeram isso…
… e agora, onde é a próxima parada?!
Que tal viajar por aí a procura da melhor trilha?!
Esses quatro caras fizeram isso…
… e agora, onde é a próxima parada?!
Que tal misturar bikes, luzes, arte, diversidade e a liberdade?
Essa é a proposta da organização People for Bike, mostrar como a bike (não importa o tamanho, tipo, modalidade) torna a vida melhor.
Legal ver um vídeo bem feito e com não profissionais nas bikes, a coisa toda se torna mais real…
Mais um vídeo em câmera lenta, dessa vez mostrando um sistema complexo de alavancas trabalhando na suspensão traseira.
[via vimeo]
Mais uma produção da Lone Wolf Productions.
Imagens legais e uma trilha bacana… uma bela receita
: )
[via vimeo]
Segue um videozinho para animar a sua tarde…
: )
Já tivemos alguns posts de vídeo em câmera lenta. Agora é a vez de Darren Berrecloth explicando como se faz um 360º numa mountain bike.
bem simples não?!
Que tal comerçarmos a semana com um videozinho batuta e algumas manobrinhas básicas de BMX?
… e boa semana a todos : )
[via vimeo]
AHHHH… a simplicidade de uma bike e e as suas possibilidades.
Eis o que acontece quando se junta alguns amigos num skate park a noite.
Mais uma vez, a câmera lenta mostrando cada detalhe de manobras, feições, timing…
o mais puro flow…
[via Sparks for your Life]
Texto de Matthew Field.
A vida é muito corrida. Geralmente tenho dificuldade de ver a floresta em meio às árvores pois estou constantemente focado em finalizar a próxima coisa que tenho na lista. Sempre deixo as tarefas diárias tomarem conta da minha vida e acabo esquecendo o quê estou fazendo e por que estou fazendo aquilo. Este é um lugar arriscado para um sacerdote estar. Mas se é para ser honesto comigo mesmo, sou obrigado a admitir que lidar com as necessidades de uma sinagoga com mais de 800 famílias é exaustivo.
Nos últimos 25 anos fui um ciclista de estrada obsessivo. Eu pedalava para ficar mais forte e mais rápido. Estava sempre treinando para algo. Esperava pelo dia em que colheria os frutos de tanto trabalho, terminando em primeiro na linha de chegada em alguma corrida, mas apesar disso, os meus objetivos sempre me mantinham motivado.
A última temporada na bike trouxe diversas questões existenciais para mim. Após uma série de problemas mecânicos incomuns, uma crescente frustração com a arrogância de alguns dos meus companheiros de bike e uma queda feia numa prova de criterium, a 200 metros da minha esposa e das minhas duas filhas pequenas, peguei-me perguntando, por que diabos estava fazendo isto à mim e à minha família? Ver o próprio pai perder a pele da cabeça aos pés, deixou a minha filha de 6 anos traumatizada. Ela começou a me desenhar caindo da bicicleta, e sempre que ela me via saindo de casa para treinar, perguntava se eu ia cair de novo. A minha paixão e razão única para pedalar se transformava em perguntas difíceis.
No meio do verão eu comprei uma mountain bike e, pela primeira vez, a minha estradeira acumulou poeira. Comecei a descobrir uma rede de trilhas maravilhosas que nunca imaginava existir. Logo comecei a desviar a atenção do computador da bike e passei a prestar atenção à estreita trilha de terra que estava a minha frente. E conforme as minhas habilidades foram melhorando e a minha confiança aumentando, permiti que me perdesse, que me perdesse no meio da floresta e que me perdesse no momento.
Me perdi dentro de mim mesmo, comecei a experimentar uma nova consciência. Pedalar numa trilha demanda isso. Sempre me sentindo profundamente conectado às rodas e à terra embaixo de mim. Lembro-me de um velho ensinamento que aprendi em um seminário com um dos meus mentores que sempre dizia “Cada pessoa tem de ter dois bolsos. Em um deve haver uma nota que diz, ‘O mundo foi criado por minha causa’. No outro deve haver uma outra nota que diz, ‘Eu não sou nada além de poeira e cinzas”.
“Sim!”, pensei para mim mesmo. Isto é exatamente o que o mountain bike tem feito por mim. Perdido na floresta, eu comecei a ver o mundo ao meu redor como o meu próprio parque de diversões. E ainda assim, sempre me lembrando de que devo deixar a trilha como a achei, deixando nada além das marcas superficiais dos meus pneus, que deixariam de existir junto com a terra e o vento.
Na trilha descobri o que estava procurando o tempo todo. É o que alguns chamam de flow*, ou qi, ou energia, ou Deus, ou simplesmente a razão. Buscando fôlego enquanto o meu coração bate pesado em meu peito, me tornava um com a beleza que me cercava. E foi então que me ocorreu que eu nunca mais poderia perder a floresta através das árvores. A floresta é a árvore.
*N.T. fluência em inglês, pense na forma como a água sempre busca o caminho de menor resistência, ela simplesmente flui.
Este text foi impresso na revista Dirt Rag #157. Traduzido e postado aqui com a permissão de Josh Patterson, editor da revista.