Começa amanhã (21/10) a 35ª Mostra Internacional de Cinema. Além disso, o filme de abertura é francês e se chama “O garoto da bicicleta”. A bike aparece como um veículo de liberdade. Uma liberdade que oferece ao garoto a chance de ter um vida melhor ao mesmo tempo que lhe abre um mundo perigoso e transgressivo. Vale a pena conferir.
Um grande evento e um filme com “bicicleta” no título já são clichês os suficientes para justificar um post. Na verdade, esse é mais que um convite para quem ainda não conhece essa grande festa do cinema, que tem sempre uma programação bacana e oportunidades de encontrar diretores ao vivo, oficinas, enfim.
Além de toda a projeção e reconhecimento internacional, este ano a Mostra tem outro motivo para ser cada vez mais prestigiada: faleceu no dia 14 o seu criador, Leon Cakoff. Nesse belo texto do Walter Salles ele fala da luta de Carkoff para manter a Mostra com a mesma qualidade, liberdade e continuidade em 35 anos. Depois de 30 anos ela ainda enfrentava problemas de financiamento.
Alguns projetos podem não se sustentar por terem falhas na concepção, orçamento ou simplesmente por serem projeto ruins, pouco inovadores. Não é o caso da Mostra, que tem o que talvez seja o ingrediente fundamental para esse sucesso: uma paixão alucinada pelo motivo de tudo. Seja ele qual for. Uma paixão de garoto.
Fico pensando nos desafios de 35 Pedalas Zezinhos…
