O primeiro emprego (bom) a gente nunca esquece

Aside

Em meio a tantas más notícias envolvendo bicicletas nessas últimas semanas em São Paulo, o Aromeiazero com muito orgulho traz uma ótima notícia: o Lucas, um dos “zezinhos” que participou do Pedala Zezinho, começou a trabalhar numa das melhores bicicletarias de São Paulo, a Biketech Jardins.

O Caetano, que comanda a loja está super satisfeito com a contratação: ”Não importa se o menino gosta ou não de mecânica. Precisa ter tesão por bicicleta, vontade de aprender. E isso o Lucas tem de sobra”. E reforçou que o que o mercado mais precisa é de mecânicos de base, como o Lucas. Também conhecemos o Junior, mecânico experiente, referência no mercado e com experiência de 15 anos.

Juninho, Rafael, Lucas e Caetano nos bastidores da Biketech.
Tudo começou com a dica do Erick, da Session Brasil, voluntário na Primeira edição do Pedala Zezinho. A Biketech precisava de mecânicos e ele lembrou dos meninos (e meninas) talentosos e loucos por bike que encontrou no Capão Redondo. algumas ligações depois e a Casa do Zezinho foi fundamental em apoiar todo o processo, inclusive se certificando de que fosse o melhor para o Lucas: currículo enviado, entrevista feita, emprego garantido.
É uma grande vitória para o Aromeiazero, para a Casa do Zezinho, mas o Lucas é o grande vencedor. Entrou para o mercado de trabalho pela porta da frente, com jornada e salários justos e na área que sempre sonhou.
E nós conferimos de perto: ele trabalha feliz e cantando.
PS.: Para quem não conhece, vale a pena conferir os produtos e serviços da Biketech Jardins. Localização:

Zezinhos moem o Aromeiazero

O título do último post sobre o Pedala Zezinho de novembro começava com “Moemos os Zezinhos.” Uma brincadeira por termos levado uma turma de zezinhos para passar o dia no CDC Arena Radical com muito pedal, tombos de BMX, mecânica, abrindo e fechando com um passeio pelo Metrô e CPTM. Ufa, cansamos, moemos e sacudimos com os Zezinhos. E com a Karol, única zezinha participante e primeira dama do Pedala Zezinho.

E então eles fizeram um vídeo para agradecer. Clique na imagem abaixo para conferir.

Fala a verdade: depois desse vídeo, filmado, editado e produzido por eles mesmos e com depoimentos como esses, quem sai moído: nós do Aromeiazero ou os zezinhos?

Só termina quando acaba.

A ideia era fazer um post sobre os três dias do Pedala Zezinho, colocar fotos e dessa maneira, contar tudo o que aconteceu, cronologicamente. Na ordem: primeiro dia das Oficinas de Bicicleta do Pedala Zezinho, sábado dia 10 de setembro; segundo dia das Oficinas, dia 17; no Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, teve o Cinema de Bicicleta e para fechar, dia 24, o último dia das Oficinas. No último dia tiramos a foto abaixo. Dela, dá para falar de todo o Pedala Zezinho. Para não ser injusto com ninguém e para não ser muito extenso, os nomes e créditos ficam para outro post.

No último sábado das Oficinas, estávamos “mais bem preparados do que nunca”: falta de peças, voluntários que ainda não chegavam, estrutura para montar, mais e mais pessoas em fila, céu meio nublado e a chave do depósito tinha sumido. Ou seja, exatamente o mesmo cenário quase caótico do primeiro dia.

A diferença é que dessa vez, depois de: dois dias de Oficinas, um cine-debate sobre mobilidade com a comunidade, 140 bikes vistoriadas e metade consertadas, estávamos tranquilos. Sabíamos que as peças seriam garantidas pela Shimano, Caloi, Decathlon, Bicicletaria Nobre, Sr Mansur e por outros doadores.

Além disso, tínhamos nos preparado para ter uns 40 voluntários, sendo metade deles mecânicos, o que faz uma grande diferença.

Sem falar que a estrutura da Shimano já havia transformado desde o 2º sábado o Campo do Astro em uma “pista de provas com boxe profissional”.

Mesmo assim, era o terceiro dia das Oficinas com ameaça de chuva em que comeríamos um pouco de pó debaixo de um sol maravilhoso.

Ah….a chave acabou aparecendo…

Ao mesmo tempo, os Zezinhos, Zezinhas, talvez por saberem que era o último dia, ou em razão do cine-debate realizado na quinta, estavam duas vezes mais agitados que o normal (se é que isso seja possível…). Crianças menores de 10 anos que compareceram nos outros dois sábados chegaram antes de nós e ficaram por lá mais uma vez até anoitecer,quando colocávamos a última caixa de peças e ferramentas no carro.

Organizar as Oficinas e recreações em um Campo de futebol aberto cansa, dá muito trabalho, mas não dá para simplesmente colocar as crianças e jovens numa fila e deixá-los lá esperando a vez deles chegar. Pelo contrário…

Por isso armamos uma pista de corrida de bikes, um lugar para disputas de corridas “chamando no grau”, que é empinar a bike como nessa foto, futebol, pintura facial, roda de capoeira, uma banda de pagode e outra de rock, além do empréstimo de bicicletas.

Foi bonito de ver umas 50 bicicletas rodando anarquicamente por todos os lados do campinho. Talvez seja por isso que nessa foto não tivemos que tirar pelo menos 20 para conseguir colocar as crianças sentadas com a gente: estavam pedalando, se pintando, cantando, jogando bola etc.

Uma coisa que não aparece na foto é o Cinema de Bicicleta. A sala de projeção ficou bem composta. Gente de todas as idades (mas muito mais crianças, lógico) assistiram ao “O caminho das nuvens” e depois fizeram perguntas e reivindicações. Também ouviram ao relato da Soninha, do Ronaldo Huhm e do Marcos Lopes, o “Nenê”, contando como a bike havia mudado, participado ou salvado a vida de cada um deles. Foi inspirador até para quem não estava na platéia.

O Pedala Zezinho acabou, mas ainda não terminou. Ficaram pendências por causa do horário que estourou e do mau tempo -mas não há do que reclamar, só choveu no final do último dia, tá ótimo. Ainda vamos fazer a Bicicletada e o Bicicletário ainda mais bonito e com mais parceiros. Também vamos transformar o Pedala Zezinho em um evento anual.

Nas Oficinas, apareceram três irmãos que tem talento para serem mecânicos de bicicleta. No dia do debate um jovem morador deu exemplo falando que já tinha entrado em contato com a subprefeitura por causa de uma lombada eletrônica num trecho perigoso em que sempre acontece acidentes. Mais pessoas conheceram o Capão e a Casa do Zezinho.

Um grupo de amigos sonhou, discutiu, brigou, construiu e convidou todos a participarem e talvez, juntos, tenhamos até dado início a uma longa e bonita história.

Então valeu! E com certeza ficou uma bela foto!

Pedala que dá tempo!

Hoje é dia de Cinema de Bicicleta!
Se você quer vir mas não sabe como, veja abaixo como chegar de transporte público (já que hoje é o Dia Mundial Sem Carro)
O transporte até o Capão é um belo pinga-pinga, mas dá pra chegar só na baldeação. O segredo é chegar até a linha Esmeralda da CPTM. Se estiver de metrô, a integração com o trem acontece na linha Amarela, na estação Pinheiros. E para chegar na linha Amarela, tem que pegar a linha Verde até a estação Consolação, onde rola a transferência.
Na estãção Pinheiros, pegue o trem no sentido Grajaú, até a estação Santo Amaro. Na Santo Amaro, faça a baldeação pra linha Lilás do Metrô e pegue sentido terminal Capão Redondo.
Saindo do terminal Capão Redondo, vá até o ponto de ônibus na altura do número 4000 da Estrada de Itapecerica e pegue o 6049-10 em direção a Santo Amaro.
São 5 paradas até a Av. Candido Jose Xavier, que fica muito próxima ao Campo do Astro, na Rua Manoel Bordalo Pinheiro, onde acontece a sessão.

Clique aqui para ver no mapa melhores detalhes de como chegar!

Esperamos vocês (se possível, com a pipoca!)

Em breve, numa ciclovia perto de você

Nada melhor que um vídeo-convite para chamar o maior número de pessoas para o Cinema de Bicicleta, no dia 22 de Setembro e dar mais detalhes da nossa programação, inserida no Mês da Mobilidade.

Compartilhem! Esperamos todos por lá.

Tiramos as rodinhas

Sábado estava um dia lindo em São Paulo. Ótimo para pedalar. Melhor ainda para lançar o nosso primeiro projeto, o Pedala Zezinho.

Casa do Zezinho

Casa do Zezinho

O pontapé, quer dizer, a pedalada inicial ocorreu durante o “Zezinhos Causando na Net” que também marcou o lançamento de outro projeto tocado pela Casa do Zezinho. Eles lançaram a Agência Z21, voltada para comunicação digital, feita pelos próprios Zezinhos. Melhor segurar um pouco a empolgação com tanta coisa legal que esta ONG faz e voltar a falar do lançamento do Pedala Zezinho.

Foto do Guilherme Gomes, educador de foto da Revista ZZine.

Foto do Guilherme Gomes, educador de fotografia da Revista ZZine.

Mas é impossível falar dessa primeira aparição da BICICLETA na Casa sem falar do ZZine, um projeto tocado lindamente por amigos do Aromeiazero. Contando bem rápido como funciona essa nossa fonte de inspiração: através de uma oficina de jornalismo, feita para produzir uma revista, alguns dos 1,2 mil zezinhos da Casa conheceram um novo mundo.  (Dá para ver um ótimo making of da primeira edição no youtube).

A apresentação foi no tom de bate-papo. Muito do que pensamos em fazer com o Pedala Zezinho é para entender melhor a realidade de quem pedala na periferia de grandes cidades. Pouco sabemos sobre as necessidades, na prática.

Foi só perguntar para a sala cheia de gente: “Quem anda de bicicleta aqui?” Metade da sala levanta a mão. “Quem tem uma bicicleta com problema em casa parada?” Todo mundo tem, ninguém arruma, ninguém pedala.

Depois, demos uma volta pelo bairro com o Marcos Lopes “Nenê”, um zezinho veterano que abraçou a causa e vai estar no nossa debate, dia 22 de setembro. Já deu para sentir o quanto vamos ter trabalho daqui pra frente: um monte de bicicleta sem freio, pneu furado…

Sabemos que a saída não é só oferecer serviço gratuito de oficinas. Tem os bicicleteiros do bairro que também são um elo importante da corrente. Mas arrumar centenas de bicicletas em três sábados, promover um filme com debate sobre bike e fechar com chave de ouro dando mais que um rolê, dando uma bicicletada no Parque Santo Antonio, é uma primeira largada, um start que poderá abrir caminho para uma Oficina de Cultura de Bike, ano que vem.

mobilização

"Aí Tio, se eu trouxer um quadro de bike você pendura na parede também?"

Já temos peças, ferramentas e voluntários. Mas ainda precisamos de MAIS peças, MAIS ferramentas e MAIS voluntários. Fica o convite para ajudar, seja divulgando ou comparecendo nos dias 10, 17, 22 e 24 de Setembro, no Campinho do Astro, próximo ao metrô Capão Redondo.

Sabemos que não é só isso que falta no extremo sul da zona sul paulistana. Mas com uma agência digital, uma redação e bicicletas pela Casa, as fronteiras ficam para trás.

Córrego ao lado do Campo do Astro

"E aí governador, não parece Veneza?"

Para saber mais, acesse nosso site (aromeiazero.com), siga-nos no twitter (twitter.com/aromeiazero), dê um like no Facebook (facebook.com/aromeiazero) ou nos mande um e-mail: aromeiazero@gmail.com.

Esse é o Campo do Astro, que será invadido por Bikes, dias 10, 17, 22 e 24.

E se você tiver uma bike encostada, vamos reformá-la e doar para o primeiro bicicletário comunitário do Parque Santo Antonio. Também ficamos felizes se quiser vir pedalar com a gente num sábado de setembro.