Pedalando Bicicletas Públicas – Londres.

A primeira experiência relatada da sessão Pedalando Bicletas Publicas vem de Londres (Inglaterra), cidade que tem investido bastante em transporte por bicicletas nos últimos anos e que tem muitos ciclistas. Londres conta com um recente, porém eficiente sistema de locação de bicicletas públicas (Barclays Cycle Hire). A iniciativa é bem inclusiva, seja pelo preço, que é inferior ao transporte público da cidade, seja por permitir o uso por estrangeiros, sendo necessário apenas ter um cartão de crédito internacional ou débito com chip (sem precisar comprovar residência, contratar o serviço com antecedência ou por um longo período).

Nas regiões centrais de Londres há bastante pontos para retirar/devolver as bicicletas (docking stations). Para usar as bicicletas é relativamente simples e todo o processo pode ser feito nas máquinas que ficam nos próprios pontos para retirar/devolver as bicicletas. Você pode usar o serviço de forma, casual e esporádica (casual use) ou como um afiliado do sistema (membership). Este segundo torna o serviço ainda mais fácil e mais barato.

Senti falta de placas de rua indicando onde estão esses pontos, pois se você não tem um smartphone com o programa que mostra todos os pontos, as vezes você pena para achá-los e acaba passando do tempo isento de taxa adicional (trinta minutos). Sem falar que mesmo com o mapa baixado no celular não é legal, nem prático, ficar checando no celular onde estão os lugares durante o passeio, muito mais fácil e inclusivo é ter sinalizações públicas. Outra falha do sistema é que saindo da região central, os pontos ficam escassos e tem várias partes da cidade que não tem nenhum ponto.

Tirando essas questões, o sistema é muito bom, as bikes sao confortáveis, fáceis de ajustar a altura do selim, munidas de protetor de corrente e de três marchas – modelo de câmbio Shimano Nexus, muito bom para andar na cidade. Além de ter um cestinho na frente para colocar bolsas e mochilas, por exemplo.

Ponto para retirar/devolver as bicicletas públicas em Londres

O sistema é patrocinado pelo banco Barclays. O banco soube aproveitar dessa ótima forma de investir seus recursos de marketing/responsabilidade socioambiental. Pois, ao mesmo tempo que associa sua imagem ao mais ecológico dos meios de transporte (depois da caminhada, claro), também espalha sua marca de forma bem visível pela cidade!

O Barclays também esta patrocinando a instalação/construção das Barclays Cycle Super Highways. São grandes trechos de ciclovias que ligam a região central da cidade com as demais regiões da cidade. Até o momento foram instaladas “apenas” 3 delas e metada da quarta. Duas vão para a região sudoeste (Wandsworth e Merton) e duas vão para a região nordeste (Tower Hamlets, Newham e Barking & Dagenham). Há mais mais 4 com previsão de inaugaração em 2013. Para entender melhor vide o mapa das Super Ciclovias.

Sinalização de uma das Barclays Cycle Super Highway.

Andar de bicicleta em Londres é uma otima forma (se não a melhor) de conhecer a cidade. Há muitas pessoas transitando de bike (comparado com São Paulo, por exemplo). Os motoristas convivem relativamente bem com as bicicletas, inclusive os motoristas de ônibus. Há diversas ciclovias ao longo da cidade e muitas placas indicando que as faixas de ônibus são de uso compartilhado entre ônibus, bicicletas e algumas vezes motos. Essa convivência de diferentes modais de transporte, de distintos tamanhos, nas ruas é uma coisa bonita de se ver e de experimentar.

Ponte em frente ao Parlamento de Londres.
Ponte em frente ao Parlamento de Londres – bike, ônibus, carro e pedestre convivendo na mesma ponte.

Nos parques essa convivência é ainda mais inusitada tendo até locais que as bikes compartilham a pista com pessoas andando a cavalo, como no Hyde Park. Aliás, andar de bicicleta nos parques é uma ótima pedida, além de serem lindos, são acessíveis por bikes, embora muitos tenham áreas restritas para pedestres (locais com placas “no cycling”).

Nessa época do ano (novembro) faz um friozinho gostoso em Londres, ideal para percorrer longas distâncias sem nem comecar a suar, mas não dá para esquecer o agasalho. A cidade é quase toda plana, o que facilita um pouco a vida, e mesmo se voce andar na marginal do Tamisa não se sente medo de ser atropelado – o que não se pode dizer das marginais paulistanas. Atenção especial se deve ter com as conversões, já que o sentido do trânsito é invertido (pelo menos para nos latinos-americanos) e a grande maioria das ruas/avenidas são de mão dupla.

É comum ver pessoas (homens e mulheres de diferentes idades), com roupas para todas as ocasiões (social, casual, esportiva, alternativa) pedalando. Coisa linda!

Esse senhor tinha acabado de chegar a um casamento e estava parando sua bicicleta na frente da Igreja.

Para evitar estresse na hora de estacionar, que tal ir de magrela no próximo casório que tiver?

Pais e mães com filhos na garupa ou em “carrinhos” como esse também podem ser vistos pela cidade, principalmente em bairros afastados da região central de Londres.

Bicicleta para levar a família.

As bicicletas são estacionadas em postes, grades e também em paraciclos e bicicletários que sempre estão cheios como esses.

Praca perto da estacao de metro Ealing Broadway
Paraciclos em praça perto da estacao de metrô Ealing Broadway
Paraciclos perto da estação de metrô Oxford Circus
Bicicletário perto da London Paddington Station.

No geral ficou uma ótima impressão sobre o sistema de bicicletas públicas de Londres e também sobre sua boa convivência com ciclistas e bicicletas. Mas essa é a impressão de um paulistano acostumado com o caos de Sao Paulo e que ainda não pedalou em  outras cidades grandes ou médias que tem um sistema cicloviário bem desenvolvido, como Berlim, NY, Paris, Barcelona, Bogota, entre outras.

Se você já pedalou bicletas públicas em Londres ou outras cidades pelo mundo, seria fantástico saber o que achou. Comente aqui sua experiência ou mande para nos por e-mail (contato@aromeiazero.com) que teremos uma enorme satisfação em postar aqui no site da Aromeiazero.

Avaliacao do Sistema de Bicicletas Publicas de Londres*:

Acessibilidade: 5
Alcance e distribuição: 3
Custo: 4
Bicicletas: 4
Cidade: 3

Acessibilidade, aqui é considerado o nível de burocracia para se usar as bicicletas (acesso a turistas, processo para obter as bicicletas);

Alcance/distribuição, aqui é medido se o sistema alcança toda a cidade e se os pontos para retirar e devolver as bikes são bem distribuídos e sinalizados.

Custo, aqui é avaliado se o sistema é caro em comparação ao outros meios de transporte da própria cidade.

Bicicletas, aqui é avaliado a qualidade das bikes (conforto, facilidade de ajustar o selim, acessórios, peso e qualidade das marchas).

Cidade, aqui é medido o quanto a cidade esta preparada para a bicicleta, a estrutura de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas, locais para estacionar, possibilidade de entrar no metrô com a bike, sinalização própria para bicicletas e também como os motoristas convivem/respeitam as bicicletas.

*As notas variam de 1 a 5, sendo 1 a nota mais baixa e 5 a nota máxima.

Zezinhos moem o Aromeiazero

O título do último post sobre o Pedala Zezinho de novembro começava com “Moemos os Zezinhos.” Uma brincadeira por termos levado uma turma de zezinhos para passar o dia no CDC Arena Radical com muito pedal, tombos de BMX, mecânica, abrindo e fechando com um passeio pelo Metrô e CPTM. Ufa, cansamos, moemos e sacudimos com os Zezinhos. E com a Karol, única zezinha participante e primeira dama do Pedala Zezinho.

E então eles fizeram um vídeo para agradecer. Clique na imagem abaixo para conferir.

Fala a verdade: depois desse vídeo, filmado, editado e produzido por eles mesmos e com depoimentos como esses, quem sai moído: nós do Aromeiazero ou os zezinhos?

Macacos me mordam!

Imagina 9 crianças vestidas de macaco, andando de bike por uma pacata cidade rumo a um piquenique no parque. Mas elas vão morrendo, uma a uma, atropeladas, caindo num buraco, com o pé em chamas…
Não, não tomei nada de manhã e nem é o novo filme do David Lynch.
Essa sensacional bizarrice é um vídeo educativo dos anos 60 (ah, os anos 60), dirigido por Dale Jennings, que ensina às crianças regras básicas de segurança da bicicleta no trânsito (como fazer sinais com as mãos, ler os sinais de trânsito, andar com o tráfego, se manter a direita, entre outros) de uma maneira lindamente perturbadora.
Todos eles passeiam em suas bicicletas, mas cada um comete um erro e encontra um destino diferente no seu caminho para o parque como resultado de sua incapacidade de seguir as regras de segurança. No final apenas um dos amigos (que não só seguiu todas as normas de segurança, mas também é um ser humano normal, sem a máscara macabra de macaco) chega ao parque e come toda a comida do piquenique sozinho. Assim, como o título diz, só um vai engordar.

Se tiver sem paciência de ver o curta dos pequenos símios, confira pelo menos o genial sampler usando esse vídeo que o grupo de música eletrônica Boards of Canada fez para um videoclip.

Um filme, várias trilhas e caminhos

Fizemos um mini documentário para tentar contar um pouco de tudo o que aconteceu nessa primeira edição do Pedala Zezinho, em setembro de 2011. Não sabíamos bem o caminho, mas sabíamos que era preciso retratar as Oficinas Gratuitas durante três sábados, o debate no dia do Cinema de Bicicleta, depoimentos de voluntários e claro, as manobras e performances de bike dos zezinhos e zezinhas que pedalaram com a gente.

E são “apenas” duas trilhas: uma é a versão do Joey Ramone do grande sucesso do trompetista Louis Armstrong, What a Wonderful World. Atenção, não confundir com outra fera, o ciclista Lance Armstrong, que ganhou sete (isso mesmo, SETE) Tours de France consecutivos.

A segunda parte foi interpretada pelo nosso voluntário carioca Sebastião, que mandou muito bem Quando eu contar, do Zeca Pagodinho. Realmente, quando contamos muita gente não tem ideia do que aconteceu no Campo do Astro. Parafraseando o Zeca: “Quando eu filmar, Iaiá, você vai se pasmar”.

A trilha mostra bem a mistura que foi esse começo da jornada do Pedala Zezinho: mecânicos de bicicletas profissionais consertando simples bicicletas infantis; crianças do país do futebol caindo nas graças de outro esporte; o Capão dando opinião no internacional Dia Mundial Sem Carro… as ligações são várias.

As possibilidades são muitas. Dá para pensar nas trilhas que virão.

Só termina quando acaba.

A ideia era fazer um post sobre os três dias do Pedala Zezinho, colocar fotos e dessa maneira, contar tudo o que aconteceu, cronologicamente. Na ordem: primeiro dia das Oficinas de Bicicleta do Pedala Zezinho, sábado dia 10 de setembro; segundo dia das Oficinas, dia 17; no Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, teve o Cinema de Bicicleta e para fechar, dia 24, o último dia das Oficinas. No último dia tiramos a foto abaixo. Dela, dá para falar de todo o Pedala Zezinho. Para não ser injusto com ninguém e para não ser muito extenso, os nomes e créditos ficam para outro post.

No último sábado das Oficinas, estávamos “mais bem preparados do que nunca”: falta de peças, voluntários que ainda não chegavam, estrutura para montar, mais e mais pessoas em fila, céu meio nublado e a chave do depósito tinha sumido. Ou seja, exatamente o mesmo cenário quase caótico do primeiro dia.

A diferença é que dessa vez, depois de: dois dias de Oficinas, um cine-debate sobre mobilidade com a comunidade, 140 bikes vistoriadas e metade consertadas, estávamos tranquilos. Sabíamos que as peças seriam garantidas pela Shimano, Caloi, Decathlon, Bicicletaria Nobre, Sr Mansur e por outros doadores.

Além disso, tínhamos nos preparado para ter uns 40 voluntários, sendo metade deles mecânicos, o que faz uma grande diferença.

Sem falar que a estrutura da Shimano já havia transformado desde o 2º sábado o Campo do Astro em uma “pista de provas com boxe profissional”.

Mesmo assim, era o terceiro dia das Oficinas com ameaça de chuva em que comeríamos um pouco de pó debaixo de um sol maravilhoso.

Ah….a chave acabou aparecendo…

Ao mesmo tempo, os Zezinhos, Zezinhas, talvez por saberem que era o último dia, ou em razão do cine-debate realizado na quinta, estavam duas vezes mais agitados que o normal (se é que isso seja possível…). Crianças menores de 10 anos que compareceram nos outros dois sábados chegaram antes de nós e ficaram por lá mais uma vez até anoitecer,quando colocávamos a última caixa de peças e ferramentas no carro.

Organizar as Oficinas e recreações em um Campo de futebol aberto cansa, dá muito trabalho, mas não dá para simplesmente colocar as crianças e jovens numa fila e deixá-los lá esperando a vez deles chegar. Pelo contrário…

Por isso armamos uma pista de corrida de bikes, um lugar para disputas de corridas “chamando no grau”, que é empinar a bike como nessa foto, futebol, pintura facial, roda de capoeira, uma banda de pagode e outra de rock, além do empréstimo de bicicletas.

Foi bonito de ver umas 50 bicicletas rodando anarquicamente por todos os lados do campinho. Talvez seja por isso que nessa foto não tivemos que tirar pelo menos 20 para conseguir colocar as crianças sentadas com a gente: estavam pedalando, se pintando, cantando, jogando bola etc.

Uma coisa que não aparece na foto é o Cinema de Bicicleta. A sala de projeção ficou bem composta. Gente de todas as idades (mas muito mais crianças, lógico) assistiram ao “O caminho das nuvens” e depois fizeram perguntas e reivindicações. Também ouviram ao relato da Soninha, do Ronaldo Huhm e do Marcos Lopes, o “Nenê”, contando como a bike havia mudado, participado ou salvado a vida de cada um deles. Foi inspirador até para quem não estava na platéia.

O Pedala Zezinho acabou, mas ainda não terminou. Ficaram pendências por causa do horário que estourou e do mau tempo -mas não há do que reclamar, só choveu no final do último dia, tá ótimo. Ainda vamos fazer a Bicicletada e o Bicicletário ainda mais bonito e com mais parceiros. Também vamos transformar o Pedala Zezinho em um evento anual.

Nas Oficinas, apareceram três irmãos que tem talento para serem mecânicos de bicicleta. No dia do debate um jovem morador deu exemplo falando que já tinha entrado em contato com a subprefeitura por causa de uma lombada eletrônica num trecho perigoso em que sempre acontece acidentes. Mais pessoas conheceram o Capão e a Casa do Zezinho.

Um grupo de amigos sonhou, discutiu, brigou, construiu e convidou todos a participarem e talvez, juntos, tenhamos até dado início a uma longa e bonita história.

Então valeu! E com certeza ficou uma bela foto!

Pedala que dá tempo!

Hoje é dia de Cinema de Bicicleta!
Se você quer vir mas não sabe como, veja abaixo como chegar de transporte público (já que hoje é o Dia Mundial Sem Carro)
O transporte até o Capão é um belo pinga-pinga, mas dá pra chegar só na baldeação. O segredo é chegar até a linha Esmeralda da CPTM. Se estiver de metrô, a integração com o trem acontece na linha Amarela, na estação Pinheiros. E para chegar na linha Amarela, tem que pegar a linha Verde até a estação Consolação, onde rola a transferência.
Na estãção Pinheiros, pegue o trem no sentido Grajaú, até a estação Santo Amaro. Na Santo Amaro, faça a baldeação pra linha Lilás do Metrô e pegue sentido terminal Capão Redondo.
Saindo do terminal Capão Redondo, vá até o ponto de ônibus na altura do número 4000 da Estrada de Itapecerica e pegue o 6049-10 em direção a Santo Amaro.
São 5 paradas até a Av. Candido Jose Xavier, que fica muito próxima ao Campo do Astro, na Rua Manoel Bordalo Pinheiro, onde acontece a sessão.

Clique aqui para ver no mapa melhores detalhes de como chegar!

Esperamos vocês (se possível, com a pipoca!)

Shimano: a primeira patrocinadora do Pedala Zezinho!

Trabalhar com captação de recursos talvez seja uma das coisas na vida que mais exigem ceticismo, persistência e “muita conversa”. Desde secretárias mal humoradas, até suspensão de verbas anuais, a conta é simples: fazer cem ligações, (des)marcar dez reuniões e quem sabe, fechar uma parceria. Então, depois, uma conjuntura improvável faz com que os departamentos competentes se alinhem como luas ou planetas e a verba gire com ascendência durante meses. E normalmente, depois de mapas astrológicos, pedidos de amor e juras de ódio, nada impede o temido “Obrigado, seu projeto é muito legal, mas agora não. Ano que vem falamos novamente.” Poucas exceções contrariaram essa regra.

Aromeiazero, Casa do Zezinho e Shimano apresentam Pedala Zezinho

No entanto, hoje a exceção venceu a regra quando o Aromeiazero saiu de uma reunião chamando de boca cheia a Shimano de “primeira patrocinadora do Pedala Zezinho.”

Na reunião, foi tanta sinergia, que eles toparam fazer o que propomos (e que já esperávamos ouvir o velho conhecido “Obrigado, seu projeto é muito legal, mas agora não.”). Deram algumas sugestões sobre o tipo de peças e ferramentas e em alguns outros detalhes, mas deram também a sempre sonhada liberdade total na condução do projeto. Para fechar, descobrimos que o Ronaldo, um dos caras que mais entende de bike no país e que trabalha no departamento de serviços da Shimano, (vale lembrar: a primeira patrocinadora do Pedala Zezinho) cresceu no Capão, conhece muito bem a área e tem uma história de sucesso pela bike que é exemplar. Não podia ser melhor pessoa para liderar as Oficinas de Bicicleta do Pedala Zezinho dos dias 17 e 24 de setembro.

Pode ter muita coincidência no caminho e isso, claro, ajuda bastante. Mas na verdade, captação de recursos é ter um ótimo projeto, encontrar uma empresa séria, onde trabalham pessoas inteligentes que tratem todos com sinceridade e respeito e, principalmente, ACREDITEM no que se está propondo. Como a Shimano, que acreditou no Pedala Zezinho e no poder desse projeto em colocar mais bicicletas circulando em São Paulo, mais pessoas pedalando e no final quem ganha são todos!

Shimano, nós agradecemos em nome de centenas de (novos) bikers do Parque Santo Antônio pela parceria. E até os dias 17, 22 e 24 no Campo do Astro!

Tiramos as rodinhas

Sábado estava um dia lindo em São Paulo. Ótimo para pedalar. Melhor ainda para lançar o nosso primeiro projeto, o Pedala Zezinho.

Casa do Zezinho

Casa do Zezinho

O pontapé, quer dizer, a pedalada inicial ocorreu durante o “Zezinhos Causando na Net” que também marcou o lançamento de outro projeto tocado pela Casa do Zezinho. Eles lançaram a Agência Z21, voltada para comunicação digital, feita pelos próprios Zezinhos. Melhor segurar um pouco a empolgação com tanta coisa legal que esta ONG faz e voltar a falar do lançamento do Pedala Zezinho.

Foto do Guilherme Gomes, educador de foto da Revista ZZine.

Foto do Guilherme Gomes, educador de fotografia da Revista ZZine.

Mas é impossível falar dessa primeira aparição da BICICLETA na Casa sem falar do ZZine, um projeto tocado lindamente por amigos do Aromeiazero. Contando bem rápido como funciona essa nossa fonte de inspiração: através de uma oficina de jornalismo, feita para produzir uma revista, alguns dos 1,2 mil zezinhos da Casa conheceram um novo mundo.  (Dá para ver um ótimo making of da primeira edição no youtube).

A apresentação foi no tom de bate-papo. Muito do que pensamos em fazer com o Pedala Zezinho é para entender melhor a realidade de quem pedala na periferia de grandes cidades. Pouco sabemos sobre as necessidades, na prática.

Foi só perguntar para a sala cheia de gente: “Quem anda de bicicleta aqui?” Metade da sala levanta a mão. “Quem tem uma bicicleta com problema em casa parada?” Todo mundo tem, ninguém arruma, ninguém pedala.

Depois, demos uma volta pelo bairro com o Marcos Lopes “Nenê”, um zezinho veterano que abraçou a causa e vai estar no nossa debate, dia 22 de setembro. Já deu para sentir o quanto vamos ter trabalho daqui pra frente: um monte de bicicleta sem freio, pneu furado…

Sabemos que a saída não é só oferecer serviço gratuito de oficinas. Tem os bicicleteiros do bairro que também são um elo importante da corrente. Mas arrumar centenas de bicicletas em três sábados, promover um filme com debate sobre bike e fechar com chave de ouro dando mais que um rolê, dando uma bicicletada no Parque Santo Antonio, é uma primeira largada, um start que poderá abrir caminho para uma Oficina de Cultura de Bike, ano que vem.

mobilização

"Aí Tio, se eu trouxer um quadro de bike você pendura na parede também?"

Já temos peças, ferramentas e voluntários. Mas ainda precisamos de MAIS peças, MAIS ferramentas e MAIS voluntários. Fica o convite para ajudar, seja divulgando ou comparecendo nos dias 10, 17, 22 e 24 de Setembro, no Campinho do Astro, próximo ao metrô Capão Redondo.

Sabemos que não é só isso que falta no extremo sul da zona sul paulistana. Mas com uma agência digital, uma redação e bicicletas pela Casa, as fronteiras ficam para trás.

Córrego ao lado do Campo do Astro

"E aí governador, não parece Veneza?"

Para saber mais, acesse nosso site (aromeiazero.com), siga-nos no twitter (twitter.com/aromeiazero), dê um like no Facebook (facebook.com/aromeiazero) ou nos mande um e-mail: aromeiazero@gmail.com.

Esse é o Campo do Astro, que será invadido por Bikes, dias 10, 17, 22 e 24.

E se você tiver uma bike encostada, vamos reformá-la e doar para o primeiro bicicletário comunitário do Parque Santo Antonio. Também ficamos felizes se quiser vir pedalar com a gente num sábado de setembro.